quinta-feira, 29 de abril de 2010

Não consigo dizer se é bom ou mal

Me lembro do seu beijo e de como você era quando estavamos juntos. Eu não sei se havia sentimento da sua parte e prefiro não saber, a ilusão de crer que era reciproco me agrada muito mais, como sempre, a ilusão me satisfaz mais que a realidade.
Do nosso jeito diferente, a gente sempre se entendeu. Passamos tardes maravilhosas juntos e construimos lembranças que vou levar comigo pra sempre. Foi então que aconteceu uma coisa estranha, eu me apaixonei por você. Mas na verdade, estranho seria se eu não me apaixonasse por você. Era inevitável. As coisas que você me dizia, o jeito que me tratava, o modo como olhava no fundo dos meus olhos, como esses seus olhos verdes me seduziam tão intensamente.
O problema é que você some, me esquece, e quando eu sinto que estou te superando, você reaparece.
As vezes tenho medo de que seja sempre assim.
As vezes agradeço por ser sempre assim.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mais uma dose, por favor.

Admito que fiquei tensa.
Não há como negar a influência daqueles olhos sobre meus sentimentos.
Mesmo de longe, mesmo sem querer.
Cada encontro, mesmo de poucos instantes, era como uma eternidade.

sábado, 24 de abril de 2010

Tem como você vir aqui? Preciso te ver!

Ele: Você parou de me ver para ficar com outros.
Ela: Isso não é verdade ...
Ele: Então me diz, por que você não quis mais me ver?
Ela: Eu já te expliquei essa história.
Ele: Não explicou não.
Ela: Achei que tinha explicado.
Ele: Então explica agora.
Ela: Ah, é que você me encantava demais quando a gente só conversava e eu sabia que quando a gente se visse, era certeza a gente ficar e ... eu sabia que me apaixonaria por você, mas mesmo assim eu arrisquei e foi o que aconteceu. Eu me afastei de ti simplesmente pelo fato de que eu acabei me apegando a ti muito mais do que eu deveria. Eu só estava me protegendo, não sabia quais eram tuas reais intenções comigo.
Ele: Por que tu não me disse isso antes?
Ela: Eu achava que tu não ia querer nada pra valer comigo. Que se eu me apaixonasse mesmo por ti, tu não ia querer nada comigo ... Ou ia?
Ele: Talvez, por que não?
 
@mexupacomnutela

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ela não vai mais te esperar.

Talvez tenha sido a decisão mais sensata que eu tomei nesses últimos meses. Provavelmente tenha sido. Cansei desse pensamento ridículo de que é pra ser e então vai ser. Chega de me machucar por causa de alguém que ta cagando pra mim, vivendo a vida dele como se eu fosse só mais uma enquanto eu o trato e falo dele como se ele fosse único. Ele era tudo, mas se ele quer me tratar como nada, o mínimo que eu posso fazer é retribuir.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O que diziam os poemas?

Você se lembra?
Porque eu me lembro.
Me lembro das promessas e dos planos, das certezas, de sentar lá fora e me perder em devaneios, de construir e sonhar com um futuro para nós dois, da certeza que eu tinha sobre você, de que eu ia casar com você, de procurar estrelas, de fumar um cigarro, das cartas que eu escrevi e nunca te enviei.
Me lembro da minha agenda, onde estão anotados todas as datas, todos os pensamentos, sentimentos, mentiras, verdades.
Me lembro do meu sentimento, me lembro que eu te amo.
Mas e você ... ainda lembra?

sábado, 17 de abril de 2010

Bem do jeito que você é.

Ele não era seu namorado ... mas também não era só mais um amigo. Ela não podia evitar que aquele ciúmes sem sentido falasse mais alto. Ele lhe pedia que parasse de "charme", que não ligava para aquela outra guria. Ela lhe dizia que estava bem e que não estava fazendo "charme". Ele dizia que ela estava com ciúmes. Ela negava. Ele sabia que ela estava com ciúmes. Ela sabia que sentia algo. Ele lhe pediu um beijo. Ela negou. Ela não entende de onde vem essa coisa, esse ciúmes. Ela não quer acreditar que exista sentimento. Ela não quer deixar que aquele sentimento acorde. Ela acha que ele sente e gosta de como as coisas são entre eles. Eles não se "pegavam" naquele banco voltando do poliedro, ela sabia. Ela adorava aquela amizade sincera, maliciosa e colorida que só os dois entendiam. Ela queria te-lo só para si, mas ela teria que se entregar e ela não podia, não queria, não pode ... Não novamente. Não há mais forças. Ela não quer acreditar, prefere nem pensar. Tem medo de que esse pensamento domine seu coração e que acabe cedendo ao encanto da possibilidade.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Nobre, generoso

Todo dia ela o olhava de longe, era inevitável que seus olhares se encontrassem e toda vez que isso acontecia, sentia seu coração disparar. Ela ainda não havia se dado conta que estava diante do sentimento mais absurdo, violento, imenso, lindo, sofrível, inspirador, romântico, trágico, intocável, incompreensível e perfeito que ela poderia conhecer. Sua pele era clara, seus olhos profundos, tinha traços de uma criança e até mesmo seu nariz protuberante a seduzia. Todo dia ela procurava pelo seu moleton azul e sua mochila preta naquele mar de rostos, moletons e mochilas. Ela tinha planos para o futuro dos dois sem nem ao menos saber seu nome. Ela sonhava com ele, ela pensava nele enquanto ele nem sabia da sua existência e é isso que tornava tudo tão fascinante, o fato de que eles nunca se conheceriam.
Nunca?
Nunca!
Pelo menos era o que ela acreditava.
Quando ele se juntou a sua roda de amigos e dirigiu a palavra a ela, seu coração acelerou imediatamente, faltaram palavras, ela sentiu que podia voar. Quando o abraçou para se despedir e perguntou seu nome, foi o momento mais absurdamente mágico que ela poderia viver. Ela sabe, ela tem a certeza de que os dois nunca realizarão seus planos juntos, mas é isso que torna esse sentimento tão violentamente intenso. Ela estava de frente com um sentimento que até então só havia visto em filmes, livros.
Foi então que ela descobriu o real significado de "amor platônico".

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quero acreditar que tudo vai se acertar ... no final

Fernando pessoa dizia que toda carta de amor é ridícula.
Porque se não for ridícula, não é uma carta de amor.
Então, quando minhas palavras chegarem até ti, não ria.
Lembre-se que se trata dos meus sentimentos mais ridículos, inocentes.
Lembre-se que se trata da única coisa verdadeiramente pura que existe em mim.
Lembre-se que é um pedaço meu.
O seu pedaço que nunca se foi.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Te guiar, só pra cá, meu amor

Eu me pego recordando nosso momento. Foi como se alguém houvesse esgotado toda sua inspiração, dedicado anos escrevendo aquele momento, desenhando seus detalhes. Me pego tentando entender onde todas as promessas perderam seu valor, onde todos os planos se tornaram devaneios. Me questiono sobre por que é tão difícil para mim esquecer-te. Acho que é porque eu me recuso a acreditar que aquele alguém por quem eu me apaixonei, não existe. Por isso aquela carta.

Essa noite eu sonhei que peguei um ônibus e quando desci na rodoviária te liguei e disse: "Eu estou aqui na rodoviária, será que você pode vir aqui? Eu preciso te ver hoje.", e você foi, claro que foi, era meu sonho. Triste saber que se fosse uma realidade, você não iria ... ou iria?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Let me just ... look at you

I need ... I like ... I want you inside my mind ... in my heart.
Why you don't come with me?
We can go for my private paradise, my wonderland ... my room.
We can just sit on my bed and don't do anything.
I really need to keep you inside of me
'Cause I know it's you.
I love you.
Why don't you believe in my feelings?
You have my sweetest feeling
Oh little bear, you have my heart.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Today

A month since the end of my dream, of our dream.
I'm sorry but I'll forget you, I need some peace.
But I promise, it's only for today.
Tomorrow, can you go back to my mind?

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Where you are just a daydream.

Ela decidiu recomeçar, decidiu que queria mudar.
Mudou seu nome, seu endereço, a cor de seu cabelo.
Jogou fora sua agenda com todas as cartas.
Se livrou de tudo que trazia lembranças.
Mas esqueceu do mais importante
De se livrar das lembranças.
Papel a gente rasga, queima
Mas lembranças?
Não é fácil cutucar uma lembrança.
Machuca.
Sangra.
Faz essa tal da dor transbordar da alma para os olhos.
Mas pelo menos, ela já passou da fase de aceitação.
Aquela sabe, que você não quer aceitar, não pode.
Ela aceitou, ela perdeu.
Apostou alto demais sem cartas na manga.
Mas aceitou que perdeu.
Já está em uma fase onde é doce relembrar como tudo se passou.
Como surgiu, cresceu, se fortaleceu, intensificou.
Ela já gosta de lembrar dele.
De pensar naquele sentimento.
De relembrar todas as coisas lindas que ele lhe dizia.
De como ele fingia tão bem se importar.