Estavam ali deitados. E cada respiração, nos sentia mais próximos. Nosso coração batia em uma só sincronia. E havia aquele cheiro exato do teu sexo. Aquele cheiro que eu procurei em tantas camas mas só encontrei na tua. Seus braços sobe mim. Se erguendo como torres. Me protegendo. E a chuca na janela. Cheiro de chuva. De sexo. De café e cigarros. Um verdadeiro festival de aromas. Mas você só se imporatava com um. Você me beijou os lábios, me acordou. Olhou nos meus olhos e perguntou como eu conseguia acordar tão bela. Eu sorri. Me sentei na cama e você me abraçou. E cheirou meu cabelo enquanto eu acariciava tuas costas. E é nosso ritual que me faz ter certeza de que você sempre voltará com meus cigarros. A mesma falta que sentirei das tuas costas, você sentiria do meu cheiro. E só Deus sabe como eu gosto das tuas costas. É o cheiro exato do teu sexo, a melodia exata do nosso sentimento, o sabor exato do nosso pecado. É tudo nosso. Só nosso. Coisa minha e sua. Tradição. Ritual. Como acariciar tuas costas enquanto você cheira meu cabelo, beijar teu pescoço enquanto aperta minhas pernas. Céus, como você gosta das minhas pernas. E eu não entendo como pude me entregar assim. Mas quando escuto teu "psiu", eu entendo. E como eu gosto de ouvir teu "psiu" ...
I'm like you in your darkest dreams. My soul is dirty, my flesh is weak and the devil still provokes. And in my long and weird journey, I lost a lot of pieces of my soul. Actualy, I lost the purest parts.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Maio de 2010
E estavam lá deitados. Imóveis. Ela dormia profundamente. Ele a olhava intensamente. Ele a acordou, com um singelo "psiu". Ela abriu seus olhos e sorriu. Ela a olhou, com seu olhar tão tranquilo e disse: "É tão bom ficar perto de você, eu não preciso de mais nada". Ela chorou. Podia sentir as lágrimas escorrendo de seus olhos em direção ao travesseiro e sentiu também as mãos dele as impedindo de alcançar o destino inevitável. Ela desfrutou de uma felicidade até então, apenas sonhada. Uma felicidade que ela sempre acreditou que não fosse para pessoas como ela. Ela pensou alguns minutos no que deveria dizer, se havia algo a ser dito e então, deixou as palavras fluirem, algo como "são em momentos como esse que eu vejo o que me levou a me apaixonar por você". Ele sorriu e beijou sua testa. Eles se amaram, se entregaram não só com os corpos, mas com a alma. Uma entrega tão plena, tão pura, como nunca haviam se entregado a alguém, como nunca voltariam a se entregar.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Quer saber por que eu tinha tanta certeza que você voltaria depois daquele cigarro? Simples. Porque você a mesma falta que você sentiria das minhas pernas e do cheiro do meu cabelo eu sentiria dos teus olhos, do teu pescoço e das tuas costas. E acredite, seria uma falta imensa. Eu sei que seria. Não. Eu não sou convencida. Teus olhos que me contaram. Sim, teus olhos. Eles me pediram segredo. Mas eu preciso contar pra você. Teus olhos te denunciaram. Te entregaram. A mim.
Não somos pessoas completas. Nós viemos completos a esse mundo, mas deixamos pedaços pelo caminho. Eu, diferente das outras pessoas, perdi pedaços demais. E não me contentando em perder os meus pedaços, perdi os teus também. Eu estava perdida, sangrando, quase no fundo quando meus olhos avistaram alguém. Puro. Quase celestial. E essa pessoa me ofereceu seu coração. E eu, na minha ingenuidade de quem quer mudar. Como um viciado que se drogou a vida inteira e espera acordar um dia não precisando da sua cocaina. E eu aceitei teus sentimentos. Remendei o que sobrou de amor em mim e lhe entreguei. E tudo pareceu me bem. Até que uso tudo que posso dele. E canso. E quando me canso, eu me vou. Deixando-o pior do que eu estava quando o encontrei. E essa sou eu. Como uma planta carnivora. Como uma doença. Um parasita. Essa sou eu. E depois que percebo o que fiz, tento voltar atrás mas já é tarde demais novamente. E lá vou eu procurar teu cheiro no sexo de outros corpos. Na melodia de uma balada qualquer. E eu choro. E eu fumo. E eu escrevo. E eu sinto falta do teu café. E eu te ligo, na esperança de ouvir o teu alo. Mas não é você que atende, definitivamente não é tua voz. Era de se esperar que você encontrasse alguém a quem sugar. Eu te envenenei e te transformei no que eu sou. Como um ciclo sem fim. Um ciclo vicioso. Infectante. E em cada sexo que busquei teu cheiro, cada dose que procurei teu gosto, eu deixei mais um pedaço, daqueles que você me entregou. E sim, eu estou vazia novamente. E me pergunto, por que diabos, espero novamente me recompor. Pessoas como eu merecem ser vazias. Como uma garrafa de vinho depois do natal. Esquecida em um canto. Como uma planta morta no canto da sala. Me convenci que não mereço me recompor. Preciso de coisas 7, como meus 7 pecados pessoas. Álcool para dormir, sexo para passar o tempo, cigarros para relaxar, poesia para chorar, pecados para cometer, café para me manter acordada e um pouquinho de ilusão para não sucumbir a morte.
Sou uma pessoa de gostos muito simples. Sim, simples. Alcool, sexo, cigarros, café, poesia, amor, um olhar, um sorriso, umas palavras sinceras. Uma dose pode me dar a coragem que eu preciso para dizer tudo que calo em função do medo. Um sexo pode ter o cheiro exato que me sacia e me dar motivos para me entregar muito mais além da carne. Um cigarro pode ma acalmar e me impedir de tomar uma decisão precipitada ou me calar para não estragar um momento com palavras. Café me mantém acordada e me impede de perder momentos dormindo. Poesia são as palavras que eu sempre quis dizer, ditas por um outro alguém, é onde me expresso sem me expressar, onde sou quem eu sempre quis ser. Amor me dá motivos para acreditar. Um olhar pode me fazer sorrir o resto do dia. Um sorriso pode me dar motivos para viver mais um dia. Umas palavras sinceras podem me inspirar para escrever as minhas próprias.
E quando paro que eu percebo, que sou uma pessoa rica em tudo que realmente importa.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Estavamos deitados e tudo parecia bem. Eu finalmente sentia aquela tempestade se afastando. Eu podia nos sentir nos aproximando mais e mais. Ele se levantou no meio da noite. Eu acordei quando senti seu braço que estava sobre mim se retirando. Senti um frio naquele local. Abri meus olhos. Ele olhou nos meus. Me pediu para voltar a dormir. Lhe perguntei aonde ia. Ele disse que ia fumar um cigarro. E com lágrimas nos olhos disse que me amava muito. Eu estava com tanto sono que achei que fosse um sonho. Ele beijou meu rosto. Me abraçou e cheirou meu cabelo. Como sempre. Eu acariciei suas costas. Era como um ritual. Meu Deus, como sinto falta daquelas costas. Ele se levantou e não olhou para trás. Ele simplesmente não voltou. E eu ainda estou aqui. Deitada. Esperando para acariciar suas costas novamente. Esperando que ele volte depois de um cigarro que nunca acabou.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Não sei. me perdi no teu olhar.
Fazia tempo que não vivia um momento como os recentes. Momento que você deseja e sente como se durassem para sempre. Foram alguns minutos, algumas palavras, mas foi eterno. Sim, foi eterno. Minutos que passaram como se fossem horas. Umas palavras quaiquer. Não me recordo. Só me lembro da tua voz, da temperatura do teu corpo e dos teus olhos. Sim, eu me lembro muito bem dos teus olhos. E das tuas costas também.
domingo, 19 de setembro de 2010
Fazia tempo que não vivia um momento como os recentes. Momento que você deseja e sente como se durassem para sempre. Foram alguns minutos, algumas palavras, mas foi eterno. Sim, foi eterno. Minutos que passaram como se fossem horas. Umas palavras quaiquer. Não me recordo. Só me lembro da tua voz, da temperatura do teu corpo e dos teus olhos. Sim, eu me lembro muito bem dos teus olhos. E das tuas costas também.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
follow me?
Ela já havia passado por isso antes mas ainda se surpreendia e se encantava com a intensidade que tudo isso se desenrola, com a velocidade com que surge e o espaço que ocupa. Talvez não seja nada ou talvez seja um tudo que está para nascer. Ela decidiu não se preocupar e deixar crescer naturalmente, tomando precuções para não deixar tudo se perder, mas não seria ela sem se expressar, sem guardar isso dentro de si. Cuidando e ao mesmo tempo negando e tomando cuidado, não permitindo que tome conta, que crie raízes fixas.
Can you?
Você pensa que pode me entender sem antes entender minha forma de amar. Não tem como! Você vai bater o pé e me chamar de mentirosa, dizer que eu não te amo. Mas não é assim. Você só não entende meu amor. Minhas maneiras de amar. Minha forma de ver o amor. E é tão simples. Você não vai conseguir entender nada do que eu faço enquanto não aprender a ser amado como eu amo. Enquanto não aceitar que minha forma de amar é contrária a tua.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
the only exception
Você não trouxe o amor pra minha vida. Isso não existe. O amor existe em nós. Mas você me mostrou onde ele está. Ele ainda está muito distante. Talvez nem tanto, mas distante ele está. Mas eu sinto. Como se ele fosse o sol e eu pudesse sentir seu calor. Mas você abriu a janela. Me fez vê-lo. Me fez senti-lo. Você quis ser minha excessão. Abriu a janela, entrou e aqui está. Me aquecendo. Você me mostrou a direção. E isso sim existe.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
And runaway before I know.
Se quer ir, vá! Não vou te pedir pra ficar porque é assim que eu amo. Se não quer acreditar, deixe suas chaves ao lado dos meu cigarros. Eu amo assim. Achei que me conhecesse o suficiente, mas você não sabe nem ao menos qual meu sabor de suco preferido ou quantos cubos de açucar eu gosto no meu chá. Eu não posso te fazer feliz quando não consigo me fazer feliz. Então vá e não espere um telefonema meu. Volte quando quiser. Telefone, me manda um e-mail, só pra dizer como anda a vida.
Adeus.
Adeus.
sábado, 4 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
God save the fucking queen
Eu quero desvendar-te. Descobrir o que se passa dentro de ti. Chegar ao fundo, a carne nua. Tão dentro que não conhecerei o caminho de volta para mim e terei de viver pra sempre dentro de ti. Eu sei que há um regra dizendo que pra sempre não existe. Mas sempre a excessão. E nós somos a excessão. Nós somos a abelha que mesmo contra toda e qualquer regra, voa. Então, se eu chegar fundo demais e esquecer como voltar, ficarei contigo para sempre.
Alguma objeção?
Imaginei que não.
Alguma objeção?
Imaginei que não.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Poderia perder qualquer coisa, mas nao suportaria viver sem a minha capacidade de me apaixonar por pessoas tão aleatórias. Sem essas paixões que vão durar algumas semanas, sem esse fogo que torna tudo tão perigosamente intenso. Prefiro perder as pessoas que eu amo. Mas não suportaria viver sem saber amar. Eu preciso de paixões novas a cada dia. Preciso me re-apaixonar todos os dias pelas pessoas que me cercam. Preciso conhecer pessoas novas que me encantem e me cativem. Preciso de paixões platônicas, de beijos únicos, pegadas fortes, cigarros pela metade. Preciso satisfazer desejos, suprir vontades. Preciso, viver.
Assinar:
Comentários (Atom)