Estavam ali deitados. E cada respiração, nos sentia mais próximos. Nosso coração batia em uma só sincronia. E havia aquele cheiro exato do teu sexo. Aquele cheiro que eu procurei em tantas camas mas só encontrei na tua. Seus braços sobe mim. Se erguendo como torres. Me protegendo. E a chuca na janela. Cheiro de chuva. De sexo. De café e cigarros. Um verdadeiro festival de aromas. Mas você só se imporatava com um. Você me beijou os lábios, me acordou. Olhou nos meus olhos e perguntou como eu conseguia acordar tão bela. Eu sorri. Me sentei na cama e você me abraçou. E cheirou meu cabelo enquanto eu acariciava tuas costas. E é nosso ritual que me faz ter certeza de que você sempre voltará com meus cigarros. A mesma falta que sentirei das tuas costas, você sentiria do meu cheiro. E só Deus sabe como eu gosto das tuas costas. É o cheiro exato do teu sexo, a melodia exata do nosso sentimento, o sabor exato do nosso pecado. É tudo nosso. Só nosso. Coisa minha e sua. Tradição. Ritual. Como acariciar tuas costas enquanto você cheira meu cabelo, beijar teu pescoço enquanto aperta minhas pernas. Céus, como você gosta das minhas pernas. E eu não entendo como pude me entregar assim. Mas quando escuto teu "psiu", eu entendo. E como eu gosto de ouvir teu "psiu" ...
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