Ele: Você acredita em estrelas cadentes?
Ela: Talvez… Você..?
Ele: Sim, de verdade.
Ela: O que te faz crer tanto assim?
Ele: Já fiz um pedido, e ele se realizou. - Disse sereno.
Ela: Qual? - O olhou, curiosa.
Ele: Eu pedi você.
I'm like you in your darkest dreams. My soul is dirty, my flesh is weak and the devil still provokes. And in my long and weird journey, I lost a lot of pieces of my soul. Actualy, I lost the purest parts.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Estavamos deitados. Eu podia sentir que a cada respiração estavamos mais próximos. Ele se levantou no meio da noite. Eu acordei quando senti seu braço que estava sobre mim se retirando. Senti um frio naquele local. Abri meus olhos. Ele olhou nos meus. Me pediu para voltar a dormir. Lhe perguntei aonde ia. Ele disse que ia fumar um cigarro. Eu perguntei se estava tudo bem, ele disse que sim. Eu estava com tanto sono que nem dei importancia. Ele beijou meu rosto. Me abraçou e cheirou meu cabelo. Como sempre. Eu acariciei suas costas. Era como um ritual. Meu Deus, como eu gosto daquelas costas. Ele se levantou e se saiu pela porta. Minutos depois, comecei a chorar intensa e incessantemente. Quando ele voltou, me abraçou forte e perguntou o que eu tinha. Eu disse que fiquei com medo de que ele não voltasse pra mim. Então ele sorriu e disse que sempre voltaria. E nesse dia eu aprendi que não preciso nem sentir tua falta, porque ele sempre voltará. Sempre. E essa certeza se deve ao fato de que a mesma falta que eu sentiria dos teus olhos e das tuas costas, ele sentiria do cheiro do meu cabelo e das minhas pernas. E eu sei que ele não suportaria viver com essa falta. Seria eternamente um quebra-cabeças faltando peças. Eu não estou supondo nada. Teus olhos me contaram sobre isso. Eles te denunciaram e te entregaram a mim.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
meu sid ♥
Mesmo sem nunca ter sentido seu cheiro ou a temperatura de suas mãos, mesmo você não estando aqui, eu sinto. E sentir você, faz com que você esteja aqui.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Eu não sei rimar, mas se você pedisse, eu aprendia. Fazia as rimas mais lindas, sofisticadas, finas, simétricas. Aprendia essa arte tão perdida de formar versos com sonoridade. Traia meu espirito modernista e voltava ao parnasianismo, se você pedisse. Eu gosto de beber, mas se você quiser, eu largo a bebida também. Deixo meu copo esvaziar e não peço pra encher mais uma vez. Largo os bares, os sexos vazios, os cigarros. Largo tudo, juro qe largo. Se você me permitisse te invadir, juro que fazia de ti meu motivo, juro que melhorava, que me completava, que sussegava minha vida. Juro que seria melhor. Juro que te daria todos os motivos do mundo pra confiar em mim, se você quisesse.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Pirulitos se tornam cigarros. Inocentes viram vadias. Dever de casa vai pro lixo. Celulares conectados no twitter durante a aula. Detenção se transforma em suspensão. Refrigerante se torna vodka. Bicicletas viram carros. Beijos viram sexo. Vocês se lembram de quando usar proteção era botar um capacete? De quando a pior coisa que você poderia levar de garotos eram cosquinhas? De quando os ombros do pai eram o lugar mais alto e inatingível e mamãe era nossa heroína? Aliás, lembram-se de quando heroína era o feminino de herói? De quando seu pior inimigo era seu irmão? De quando war era só um jogo de cartas? De quando a única droga que você conhecia era remédio pra tosse? De quando remédio pra tosse era realmente usado pra curar tosse? De quando usar uma saia não te transformava numa vadia? A maior dor que você sentia era quando ralava os joelhos e os “adeus” duravam até só o amanhecer de outro dia. E nós não podiamos esperar por crescer?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Eu posso te dizer o que penso de você hoje. Mas acho que você vai prefirir ouvir o que pensava ontem de você. Acho que você gostaria de ouvir o que escrevi ontem sobre você. Escrevi na parede da sala. Pra nao esquecer mais. Voce foi uma esperança. Se voce me pedisse pra largar qualquer vicio meu, eu largava. Largava bebida. Largava cigarro. Largava qualquer coisa. Ate minha poesia eu deixava de lado. Se voce me pedisse pra ser melhor. Cortava meu cabelo. Deixava ele crescer. Ate loira eu ficava, se voce me pedisse. E tudo que eu pedia em troca era esperança. Era a mao estendida e o abraço forte. Eu só queria que vc me abraçasse ate o mundo parar. Eu só queria que voce me pedisse pra ser melhor. Eu só precisava que voce merecesse. Eu queria te oferecer tudo isso. Eu quis ser sua. Eu ainda quero.
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