Eu não sei rimar, mas se você pedisse, eu aprendia. Fazia as rimas mais lindas, sofisticadas, finas, simétricas. Aprendia essa arte tão perdida de formar versos com sonoridade. Traia meu espirito modernista e voltava ao parnasianismo, se você pedisse. Eu gosto de beber, mas se você quiser, eu largo a bebida também. Deixo meu copo esvaziar e não peço pra encher mais uma vez. Largo os bares, os sexos vazios, os cigarros. Largo tudo, juro qe largo. Se você me permitisse te invadir, juro que fazia de ti meu motivo, juro que melhorava, que me completava, que sussegava minha vida. Juro que seria melhor. Juro que te daria todos os motivos do mundo pra confiar em mim, se você quisesse.
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