segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Maio de 2010

E estavam lá deitados. Imóveis. Ela dormia profundamente. Ele a olhava intensamente. Ele a acordou, com um singelo "psiu". Ela abriu seus olhos e sorriu. Ela a olhou, com seu olhar tão tranquilo e disse: "É tão bom ficar perto de você, eu não preciso de mais nada". Ela chorou. Podia sentir as lágrimas escorrendo de seus olhos em direção ao travesseiro e sentiu também as mãos dele as impedindo de alcançar o destino inevitável. Ela desfrutou de uma felicidade até então, apenas sonhada. Uma felicidade que ela sempre acreditou que não fosse para pessoas como ela. Ela pensou alguns minutos no que deveria dizer, se havia algo a ser dito e então, deixou as palavras fluirem, algo como "são em momentos como esse que eu vejo o que me levou a me apaixonar por você". Ele sorriu e beijou sua testa. Eles se amaram, se entregaram não só com os corpos, mas com a alma. Uma entrega tão plena, tão pura, como nunca haviam se entregado a alguém, como nunca voltariam a se entregar.

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