sexta-feira, 20 de agosto de 2010

E em um olhar, se você souber como olhar, se souber interpretar meu maldito olhar, você saberá quem eu sou. Chegará a camada mais profunda do meu ser. A fragilidade. Podem me chamar de tudo, podem me ver como quiserem, só não permito que me vejam frágil. E é por isso que você me assusta. É por isso que às vezes acho até mesmo que preciso de você. Porque você me vê como eu sou. E logo, com a convivência que se aproxima, você me verá ainda mais frágil. Você me conhecerá como eu não conheço a mim mesma. Você me verá nua, não só de roupas, mas de máscaras e mentiras. Você verá meu verdadeiro eu. Não o que se esconde atrás de uma pequena tartaruga, mas a menina por trás do casco. A menina que te ama. Que te entregou seus sentimentos. E que tem medo de perder-te. Que tem mais medo de perder-te, do que tem da morte.

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