sexta-feira, 6 de agosto de 2010

You're just somebody I used to know,

Eu sou como você, em seus sonhos mais sombrios. Minha alma é suja, minha carna é fraca e o capeta ainda me provoca. E nessa minha estranha e longa jornada, que eu não tenho idéia de pra onde vai nem de onde vem, ou onde vai terminar, eu perdi algumas partes de minha alma. As partes mais puras. Agora, só me resta solidão e a dor de não querer acreditar. Não me restaram sentimentos, apenas a estranha sensação de vazio. Vácuo. É nessa hora que fumo um cigarro, que tento me apaixonar, que tento voltar a inocência que perdi entre umas doses, sexo, cigarros. Sempre a mesma ordem. Primeiro, fujo da solidão de minha toca, vou pra algum lugar, sento sozinha em algum bar, bebo umas doses, conheço um cara legal, vamos para sua casa, fazemos sexo, fumamos outros cigarros, ele faz café para mim, já que a única coisa que não sei fazer, é café. Não entendo como pode ser tão difícil. Enfim, depois eu vou embora pra minha casa. E eu fumo mais alguns cigarros. Assisto tv, escrevo umas bobagens e choro. Choro violentamente como se não tivesse amanhã. Choro por mais um pedaço que deixei naquela cama, naquele sexo de aromas indefinidos. E se foi mais uma noite, onde procurei por você em mais uma cama. Mais um sexo sem teu cheiro, mais uma boca sem teu gosto. Onde será que anda você? Será que se casaram, que tem uma família? Será que procura por mim, será que lembra quem eu fui? Dúvidas que me trucidam, me rasgam e eu como sempre, pego meu orgulho e o uso como linha e agulha e costuro todas as minhas feridas. Elas infeccionam, elas sangram mais, mas eu não ligo. Eu sei que quanto mais elas sangrarem, mais cedo meu sangue se esvairá para longe de minha carne e a morte, doce morte, me tomará em seus braços e me livrará de meus pecados.

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